terça-feira, 14 de julho de 2009

O céu é logo ali!

É difícil explicar a minha ansiedade e o meu medo dela. É como se meu estômago fosse tomado por mil borboletas frustradas em busca de algum pólen restrito e abençoado. Em nada adianta voar, estão presas pela pele, no escuro.

A ansiedade me causa insônia, amigdalite, prisão de ventre, espinhas, mau humor, lágrimas. É complicado explicar a quem simplesmente raciocina e não sente. Vamos! Sinta essas borboletas malucas e impotentes diante de um mundo céu tão grande para se voar.

Diante das dificuldades, tento não pensar muito no futuro, tento viver, um dia de cada vez, o cotidiano de Chico, os poemas de Drummond, as cartas de Vinícius, as borboletas de Shakespeare. Não é suficiente. Sábios dizem coisas sábias, eu tenho dúvidas de morrer. Será?

Homeopatia até que vai bem, contudo é preciso algo mais forte, um café amargo, um beijo inesperado, um abraço apertado, o pensamento positivo, o choro frustado, a página virada, a janela escancarada e o medo delas.

Abro-me em frente à janela quebrada e sinto o sol. É como se a liberdade me chamasse para brincar, mas não posso, não devo, tenho obrigações aqui dentro. Por um minuto penso se vale a pena, sei que vale. Só tenho medo do fracasso e isso não é pecado, é?

Elas saem num voo desesperador, fugitivas de mim. Só mais alguns dias para a glória, para a conquista, para o nome ser publicado, para a garganta parar de doer, para dormir, para voar. Já vou, pequenas flutuantes, estou ocupada agora, mas já vou.

Elas voltam. Por quê?
Trazem o otimismo e a força e querem se trancar novamente.

6 Comments:

Amanda said...

Tava sumida! Saudade dos seus textos!

Tha Basile said...

Ih amore...na verdade a força vem de não precisar ter medo nem ansiedade, ne? Mas é tão difícil...luta nossa de cada dia.

adoreiiiiiiiiiiiiiiiii
beijoca.
Tha

Messias said...

Difícil é controlar desejos como ansiedade, mas conseguindo é capaz que até consigamos mesmo voar...

Ane Talita said...

borboletas borleteiam a gente...

Thaís SBA said...

lindo ^^

Nanny Micheletto said...

tento viver, um dia de cada vez, o cotidiano de Chico, os poemas de Drummond, as cartas de Vinícius, as borboletas de Shakespeare. Não é suficiente.


lindo treecho! e lindo texto
=)
amei!